terça-feira, 22 de abril de 2008

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA...

“Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.” Ec 3:2-8

“O tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa!“ Bamerindus? O que é isso? Pois é, já passou! Passou rapidamente como tudo tem passado nos dias de hoje.

Se você parar analisar a nossa sociedade, você vai perceber algumas características da nossa geração, algumas marcas visíveis que direcionam e modificam o comportamento humano em geral. Uma dessas marcas é o imediatismo! A velocidade dos fatos, das informações e do acesso a elas, a pressão que se cria no nosso dia-a-dia, acaba gerando nos corações uma ânsia por uma resposta imediata de toda e qualquer situação. Vivemos em dias de extrema correria, onde temos a percepção sem dúvida nenhuma que nossos dias estão passando rapidamente. “Essa semana passou voando!” Muitas vezes ouvimos essa frase. Não estamos acostumados a esperar, seja uma fila de banco, um telefonema, uma resposta ou um lanche na padaria. Queremos sempre eliminar os processos em prol de um resultado imediato que nos traz satisfação.

Conseqüentemente, em meio a esse desespero todo, encontramos aquele que tem sido um dos grandes males da nossa sociedade: o mal da ansiedade. Queremos que as coisas aconteçam da nossa forma e no nosso tempo, e isso não acontecendo nosso coração se perturba, e quando menos percebemos a ansiedade já tomou conta de nós, nos colocando numa posição de extrema tensão, que prejudica nossos relacionamentos, nosso humor e nossa alegria.

Como vencer a ansiedade? Essa é uma pergunta e um desafio que precisa estar sempre nas nossas mentes e ações. Tento responder a essa pergunta assumindo e reconhecendo que por de trás de tudo existe um Deus que também tem uma vontade e um tempo para que ela se estabeleça. Sendo assim, para vencer a ansiedade nas nossas vidas temos que aceitar alguns desafios: o primeiro é o da confiança, precisamos, assumindo a existência da vontade de Deus, confiar nela e aceitá-la. Nosso coração faz planos, e aos nossos olhos esses planos são o que de melhor pode acontecer nas nossas vidas, porém a resposta certa vem do Senhor, e a vontade dEle de fato é boa, perfeita e agradável. Um outro desafio à assumir é o da esperança. Disciplinar nossas motivações e expectativas na vida eterna, canalizar toda nossa preocupação e satisfação no fato de que um dia estaremos na presença de Deus por toda a eternidade, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas, porque o próprio Deus conhece nossas necessidades. Um terceiro desafio que temos, é o da alegria. Independentemente das situações adversas que nos aparecem, precisamos nos fortalecer na alegria da salvação, tendo sempre bom ânimo diante das aflições desse mundo, porque Deus já venceu esse mundo na cruz, nossa gratidão por isso precisa ser maior do que o nosso abatimento pelas dificuldades da vida.

Reconhecendo a existência e a vontade de Deus, confiando nEla, tendo esperança pela vida eterna, se alegrando e agradecendo todos os dias por isso, tudo isso podem nos levar a um ótimo caminho para vencer a ansiedade.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O GRANDE MÁGICO DE OZ

“Uma vez, na terra de Oz, quatro personagens partiram em uma estranha e perigosa jornada. Cada um deles carecia de uma coisa essencial para a sua natureza, e cada um deles desejava encontrar o grande Mágico de Oz e pedir-lhe pela sua ajuda. O Leão carecia de coragem. Embora fosse um animal poderoso e magnífico, ele havia se tornado covarde e perdido o auto-respeito, e desejava que o Mágico lhe devolvesse a bravura. "Enquanto eu souber que sou um covarde eu serei infeliz", disse ele. Dorothy temia que houvesse perdido o caminho de casa. "Totó", disse ela para o seu cãozinho, "acho que não estamos mais em Kansas". Embora nunca realmente perdida, Dorothy sentia-se desamparada e sozinha, e desejava que Oz a retornasse para a segurança da fazenda do seu tio e tia. "Não há lugar melhor do que a própria casa", disse ela. O Homem de Lata acreditava que não tinha um coração. Embora delicado e sensível como era, ele se sentia endurecido com a ferrugem e incapaz de amar, desejava que Oz o ajudasse a sentir um coração quente e amoroso batendo dentro do seu peito. "Ninguém pode amar se não tiver um coração", disse ele. O Espantalho pensava que não tinha um cérebro. Embora o mais engenhoso dos quatro, ele se considerava tolo e sem valor, e desejava que Oz o fizesse inteligente. "Um cérebro é a única coisa que tem valor nesse mundo", disse ele. De braços dados, estes quatro personagens muito diferentes, partiram para a Cidade das Esmeraldas para procurar a ajuda do Mágico. “

Uma das causas da maioria das crises que a humanidade tem passado ao longo da história, sem dúvida nenhuma, é o problema relacional. Muitos conflitos acontecem quando um indivíduo olha para outro e percebe que são diferentes, tem pensamentos, sentimentos e ações diferentes. Pode-se constatar isso, por exemplo, dentro de uma família: “Meu pai é um grosso! Minha mãe não me entende! Minha irmã?! Ah minha irmã, uma sonhadora, não está nem aí pra nada. Eu falo demais, sabe?! Sou espontânea, mas pelo menos sincera, falo o que penso!” diz a jovem à respeito de sua família. “Trabalhar com pessoas é complicado”, quantas vezes já ouviram essa frase? Acredito que muitas. O fato é que relacionamentos interpessoais são complicados do ponto de vista de suas diferenças. Ódios e rancores, amizades e amores fazem parte das nossas vidas.

São alguns fatores que determinam essas diferenças entre as pessoas, um deles é o nosso temperamento. O nosso temperamento nos diz respeito às inclinações que temos diante de uma ação ou reação, ou seja, são as nossas tendências imediatas particulares, tendências de pensar, sentir e agir diante dos acontecimentos. Se por um lado o nosso temperamento tem a ver com as nossas tendências, de outro lado àquilo que de fato pensamos, sentimos e agimos nos diz respeito ao nosso caráter.

Ao longo da história, filósofos, escritores e psicólogos estudam acerca do temperamento. Alguns deles notaram a presença de quatro “naturezas” distintas, quatro temperamentos diferentes. Hipócrates foi o primeiro, logo adiante Sócrates disse que o determina o nosso temperamento é o equilíbrio dos quatro fluidos corpóreos essenciais. Se o nosso fleuma predomina, somos “calmos” de temperamento, se a nossa bile negra predomina, somos “sombrios” de temperamento, se a nossa bile amarela, somos “entusiásticos” de temperamento, se é o nosso sangue, somos “alegres” de temperamento. Definições essa posteriormente nomeada com os nomes que conhecemos hoje: Fleumático, Melancólico, Colérico e Sanguíneo.

Conhecer acerca dos temperamentos e estudá-los mais afundo nos leva a um caminho interessante da aceitação e do autoconhecimento, qualidades essenciais para quem precisa vencer as barreiras das diferenças. O desafio do autoconhecimento, da aceitação do outro e da busca pelo controle de Deus do nosso temperamento afim de que nosso caráter seja transformado é uma realidade presente na vida de qualquer pessoa que deseja seguir a Cristo.

Pessoas que tiveram suas vidas extremamente usadas por Deus, também precisaram conviver com suas dificuldades. Eli, por exemplo, teve que conviver com sua displicência dentro de casa perante seus filhos, faltando a ele iniciativa (1 Sm 3:12-13 ). O medroso Moisés, sempre tinha como desafio de não perder expectativa (Ex 3 e 4). O intolerante Paulo convivia com o desafio de não perder a paciência, fato bem ilustrado em Atos 15: 36 a 41. O estusiasmático Pedro, sempre tomava iniciativa, sempre tinha algo a dizer, mas teve com cultivar a perseverança em sua vida.

Não conheço esse tal mágico de Oz, nem sei onde fica a cidade das Esmeraldas, conheço Deus, que conhece toda a humanidade, pois foi Ele quem a criou, e tem o desejo enorme de se relacionar com ela, controlando temperamentos e transformando vidas.